Robotização:

você está desenvolvendo habilidades que não serão automatizadas?

março 18, 2020 | Quando o assunto são profissões do futuro, muito se fala em robotização e desenvolvimento de habilidades que não serão automatizadas. Saiba mais!
Robotização: você está desenvolvendo habilidades que não serão automatizadas?
Diversas dúvidas surgem quando se trata das profissões do futuro e robotização, não é mesmo? Como cada vez mais a sociedade tem caminhado para um futuro totalmente tecnológico, muitas pessoas se questionam se sua profissão pode ou não ser substituída por algum sistema de automatização, no qual robôs substituem o trabalho humano.
 
Um estudo recente da Forrester (empresa norte-americana especializada em pesquisa de mercado) estimou que 10% das funções nos Estados Unidos serão automatizadas neste ano e outro estudo realizado pela McKinsey (empresa de consultoria empresarial americana) prevê que quase metade das funções nos Estados Unidos também será automatizada na próxima década.
 
Não é de se admirar que os jovens têm se preocupado com essa questão, sendo abordada com maior frequência, e com a capacidade de competir no mercado de trabalho. Diversos investimentos e cursos são feitos para obter essa capacidade e garantir um trabalho duradouro, porém, há diversas habilidades que já estão sendo robotizadas, tomando o lugar de profissões que até então eram promissoras e executadas por pessoas.
 
E isso quer dizer que o seu trabalho é descartável? Definitivamente não. Veja abaixo algumas áreas de profissões com poucas chances de robotização e que, inclusive, darão a você a chance de entrar no mercado de trabalho.
 
Competência emocional
 
A capacidade de compreender o teor emocional de cada indivíduo é uma tarefa um tanto complexa, partindo do ponto que emoções e sentimentos são processos intrínsecos do ser humano e requerem atenção especial e profunda, na qual a análise e a percepção precisam ser feitas de forma humanizada. Em um nível mais alto, a competência emocional envolve persuadir indivíduos e grupos instigando emoções, ao mesmo tempo em que reconhece que alguns membros da equipe não entendem o que você está dizendo.
 
É por esse motivo que, de modo geral, é preciso voltar a nossa atenção para aquelas habilidades humanas que foram deixadas de lado com o passar do tempo. Precisamos desenvolver nossa autoconsciência e gerenciar assertivamente nossas emoções. Assim, conseguiremos utilizá-las a nosso favor, colocando em prática também a empatia para melhorarmos as relações interpessoais. Isso, nenhuma máquina é capaz de reproduzir perfeitamente.
 
 
Comunicação
 
Em um mundo onde o uso total de mídia pelos adultos é, em média, de 12 horas por dia, é fundamental que percebamos como a comunicação interpessoal tem sido afetada por esse novo hábito. Passamos mais tempo online e, por consequência, menos tempo em contato direto com as pessoas. Assim, as habilidades de comunicação são mais essenciais do que nunca para atrair a atenção das pessoas e colocá-las em ação.

Uma das coisas mais importantes da comunicação é planejar o que vai ser dito, para quem vai ser dito, e por que essa informação é importante. É imprescindível também que nos certifiquemos se o principal objetivo da comunicação está sendo alcançado: a compreensão mútua. Você está se comunicando do jeito certo com o seu interlocutor? Isso evita falhas, alinha expectativas e promove maior engajamento.

Na comunicação eficaz, história e fato, retórica e ciência se entrelaçam para mobilizar as emoções dos outros para agir sobre um tópico ou uma iniciativa. E, embora os esforços tenham sido lançados para criar autores robôs, e o impacto dos robôs em notícias falsas e câmaras de eco seja inegavelmente significativo, a capacidade de se comunicar de forma convincente e empática sempre estará em alta demanda e será difícil de automatizar.
 
Ensino
 
Tudo isso sugere que nossos sistemas de educação deveriam se concentrar não somente na forma como as pessoas interagem com a tecnologia como ensinar a codificar, mas também em como fazer as coisas que a tecnologia não saberá fazer tão cedo. Essa é uma nova abordagem para caracterizar a natureza básica das soft skills que, provavelmente, receberam uma definição errada: essas são as habilidades mais difíceis de entender e sistematizar e que dão e continuarão dando às pessoas uma vantagem sobre os robôs.

Você já deve ter se deparado, a essa altura, com o atendimento feito por chatbots, certo? Nesse âmbito, há a necessidade de um profissional humano e específico: o treinador de empatia. É esse tipo de trabalho que garante à inteligência artificial trejeitos mais humanos e empáticos.
E por falar em inteligência artificial, devemos lembrar que os robôs, futuramente, estarão ainda mais a serviço dos seres humanos. Portanto, há uma certeza: será inegavelmente necessário que que haja humanos no processo de intermédio entre nós e os robôs.
 
O que posso fazer para ser mais competitivo e essencial para o mercado de trabalho?
 
À medida que as máquinas evoluem, precisamos entender que nós, seres humanos, deveremos desenvolver competências onde realmente somos úteis, como habilidades de liderança, de inteligência emocional e educacional, de criatividade – habilidades que as máquinas não possuem. Afinal, competir com a tecnologia não é a escolha certa: devemos usá-la ao nosso favor, para simplificar processos e ajudar em tomadas de decisão.
 
Por isso, é cada vez mais importante termos líderes que não apenas reconheçam, mas também adotem os grandes dilemas morais que as organizações enfrentam. O fato de que o mundo será cada vez mais controlado por máquinas, sem uma bússola ética, amplifica a importância de ter pessoas em nossa futura força de trabalho que possuam fortes valores morais.
 
Para saber mais sobre como estimular uma mudança de comportamento para ser um profissional mais competitivo, leia mais sobre aqui e faça parte dos profissionais do futuro.