Lições

do "Trillion Dollar Coach" ?- Manual de Liderança do Vale do Silício (Parte 1)

fevereiro 17, 2020 | Shaíze Roth
Lições do
As empresas mais valiosas do mundo deixam uma lição clara, o foco devem ser as pessoas. As pessoas são a base do sucesso de qualquer organização
Pessoas certas, no lugar certo, sendo desenvolvidas, tratadas como pessoas que evoluem, que tem criatividade e potencial. As empresas do vale do silício nos trazem lições valiosas sobre gestão e liderança. Bill Campbell o coach das lideranças de companhias como Apple, Google, entre outras, deixou alguns aprendizados importantes.
“Seu título faz de você um gestor; sua equipe faz de você um líder.”- Bill Campbell

É comum dentro das organizações vermos gestores seduzidos pelo cargo deixando o ego falar mais alto, são autoritários, tem medo da sombra, tomam frente nas decisões impedindo que suas equipes evoluam e aprendam. Durante muito tempo, esse foi o modelo que “dava certo” dentro do mercado.
Com uma mudança no perfil do trabalhador e das demandas de mercado, hoje exigindo mais agilidade, inovação, colaboração, esse modelo já não traz os resultados esperados.

O primeiro ponto é, se você quer ser um líder, não seja um c*zao. Uma das coisas mais importantes é não deixar o ego e o cargo falarem mais alto. Saiba que para obter respeito é preciso mostrar para o time que você está ali para ajudá-los a desempenhar melhor e chegar no objetivo comum. É preciso entender do negócio, para que eles possam ver em você uma referência, alguém com quem podem aprender e crescer. É alguém que sabe reconhecer que nem sempre tem todas as respostas, é dar autonomia e confiança e, principalmente, ser humilde para reconhecer erros.

O maior legado que um líder pode deixar é o desenvolvimento das pessoas e a continuidade da excelência. 
“Você não convence as pessoas e as ajuda a florescer em seu ambiente sendo um ditador. Não é dizendo a elas que tem que fazer. E sim, fazendo com que se sintam valorizados por estarem na sala com você. Ouvindo; prestando atenção. É isso que fazem os grandes gestores” - Bill Campbell

Conexão é a nossa segunda lição, hoje as pessoas acreditam que o trabalho é um meio de realizar sonhos, em que é possível sim construir relacionamentos, evoluir e ser feliz nos ambientes onde passam grande parte do tempo. Por isso, aquele papo de separar o pessoal do profissional já não se aplica ao mundo dos negócios hoje. Pessoas são pessoas, com as suas bagagens emocionais. Essa é uma forma importante de conexão com liderados, conhecer mais sobre sua realidade, seus desafios, suas pretenções profissionais.

O líder que cria proximidade (saudável), tende a ter mais facilidade de orientar e desenvolver o time, trazendo empatia e facilitando inclusive os momentos de negociação. Não estamos negociando com qualquer pessoa, estamos negociando com alguém que conhecemos na essência. Estudos mostram que isso contribui para o senso de comunidade. Um estudo feito por Leiter e Maslach (2002) aponta que quando as pessoas se sentem parte, sentem-se pertencentes daquela organização elas se sentem apoiadas, ficam mais engajadas e mais produtivas. Já a falta desse sentimento pode facilmente gerar burnout.

Resolução de conflitos e tomada de decisão, o time sempre terá um papel importante. Muitas vezes, o gestor deverá estar lá para mediar e dar o voto de minerva. Aqui ainda temos um longo caminho a percorrer, é mais fácil tomar a decisão como líder do que ensinar as pessoas a se comunicarem adequadamente, a não tomarem dores pelas ideias não aceitas, a focar no que traz benefícios para o negócio como um todo. Os "silos" e o "ego" geram conflitos desnecessários e contraproducentes.
Para evoluir nesse sentido, o gestor precisa trabalhar de forma neutra, empoderando as pessoas a comunicarem suas ideias trazendo benefícios e pontos de desafio, fortalecendo a ideia de construção e colaboração. E quando há conflito, fazer aquilo que nossos professores da escola faziam conosco, "vocês vão sentar conversar e sair daqui resolvidos", ou ainda quando há conflitos sobre ideias "olhar para as duas alternativas de forma neutra e entender como isso impactará no negócio". Isso é gerar responsabilidade e maturidade nos relacionamentos, é uma lição importante de negociação.
Quer saber como desenvolver melhor essas habilidades? Marque um diagnóstico gratuito, se interessou? Mande um e-mail: shaize@souconsultoria.com


Shaíze Maldonado Roth - Psicóloga Organizacional e Master Coach
Fundadora da Sou - Coaching e Consultoria, bacharel em Psicologia pelo Centro Universitário FSG, Master Coach e Mentora pelo Instituto Holos, Personal, Professional e Leader Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching e Pós graduada no MBA em Desenvolvimento Humano de Gestores pela FGV. Atua com coaching, desenvolvimento de equipes, lideranças e empreendedores.