E

a Geração Z?

janeiro 28, 2019 | Shaíze Roth
E a Geração Z?
Na última semana, estive em um cliente facilitando o processo de criação de um programa de estágio diferente, mais alinhado ao novo momento do negócio - mais moderno, mais conectado e em busca de inovação. Um dos exercícios que propus éramos pensarmos um pouco como os jovens que se candidatariam a uma vaga nesse processo.
Para isso, senti que era necessário levar alguns dados importantes sobre o nosso público alvo, a geração Z. Confesso que por mais conectada que eu esteja, dei-me conta de que falamos muito sobre a geração Y, mas pouco sobre a geração Z, que ingressa no mercado de trabalho. Compartilho aqui alguns aprendizados da minha pesquisa:

Nascidos entre 1995 e 2010, no Brasil já são 20% da nossa população (Mckinsey, 2018) e são conhecidos como ALWAYS ON generation, foram expostos desde cedo à internet, redes sociais e os celulares. Sentem-se extremamente confortáveis em coletar dados e cruzar informações de diferentes fontes, são consumidores ativos da educação online, dicas e how to's do Youtube. Ou seja, ambientes de trabalho que não possibilitem essa interação tendem a ser descartados, busque flexibilizar regras em relação a isso.

Segundo pesquisa da Next Generation, 34% dos Gen Z acreditam no people power, no poder das pessoas, e por isso estão preocupados em investir nas suas habilidades de liderança. Reforçando essa tendência, os Gen Z acreditam na importância do diálogo e compreender as diferentes verdades para resolver conflitos e melhorar o mundo. Por isso, é imprescindível que as organizações estejam atentas a essa tendência, espaço para diálogo e para que possam expor suas ideias e percepções é um diferencial.
Além disso, 46% dessa geração tende a ser um tech expert, mostrando facilidade para lidar com diversos tipos de tecnologia.

O que buscam no trabalho?
Uma pesquisa realizada pela Forbes, mostra que 65% dos Gen Z querem ser independentes financeiramente antes dos 30 anos, sendo uma das necessidades mais importantes ao lado de concluir sua formação e começar uma carreira. No entanto, segundo a pesquisa da Ernest & Young, apenas 15% dos jovens escolheria estabilidade financeira ao invés de satisfação no trabalho.

Por acreditarem no poder do diálogo, é importante que as organizações mostrem que estão preocupadas com os seus colaboradores
e que eles importam. Cada vez mais vemos as reuniões One-to-One focadas não apenas em discutir questões do trabalho, como também questões pessoais, dando suporte e orientação.

Com um perfil mais empreendedor, segundo Dan Schawbel fundador do Millennial Branding, o Gen Z tem acesso facilitado a uma série de informações, ideias e programas de estímulo ao empreendedorismo - o que pode ser interessante para as organizações uma vez que precisam inovar e continuar competitivas. O Gen Z é mais orientado a projetos, logo projetos voltados para o intraempreendedorismo e co-criação podem ser a grande sacada.

Shaíze Maldonado Roth - Psicóloga Organizacional e Master Coach
Fundadora da Sou - Coaching e Consultoria, bacharel em Psicologia pelo Centro Universitário FSG, Master Coach e Mentora pelo Instituto Holos, Personal, Professional e Leader Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching e Pós graduada no MBA em Desenvolvimento Humano de Gestores pela FGV. Atua com coaching, desenvolvimento de equipes, lideranças e empreendedores.